Uma estudante de 28 anos morreu na noite desta quinta-feira no campus do Itaim Bibi das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Angelita Pinto agonizou por 40 minutos até a chegada de uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Ela começou a passar mal por volta das 21h30 na sala de aula. Quando os bombeiros chegaram, já era tarde demais. A estudante, segundo parentes, sofria de arritmia cardíaca e havia um mês que não tomava medicamentos.

O marido da universitária, José Carlos dos Santos, ao chegar na faculdade, foi informado pelos bombeiros, por colegas de Angelita e por policiais que não havia médico e enfermeira naquele momento na instituição. Ao ser indagado sobre o que a direção da faculdade disse, José Carlos afirmou: “‘Meus sentimentos’, foi apenas o que me passaram. Eles não deixaram os colegas socorrerem minha mulher. Os bombeiros chegaram depois de 42 minutos. A gente vai entrar com processo, pois isso não pode ficar assim. Foi praticamente um homicídio”, desabafou.

O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, pelo delegado Pedro Ivo, como morte suspeita e omissão de socorro, pois, segundo o delegado, a faculdade deveria ter realizado por meios próprios os primeiros socorros, o que não ocorreu. A extensão do percurso feito de carro até o Hospital São Luiz, localizado na Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, no mesmo bairro, é de cerca de 2 quilômetros.

Angelita cursava o primeiro semestre do curso de Ciências Contábeis. Santos informou também que a aluna reclamou a uma colega que não estava se sentindo bem e, sem seguida, desmaiou. Ao chegarem à sala de aula onde a estudante estava, os bombeiros ainda tentaram reanimá-la com massagem cardíaca, mas ela já estava morta. Além do marido, Angelita deixa uma filha de 10 anos de idade.

FONTE : AGÊNCIA ESTADO.

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