São Paulo, 23 – A greve de motoristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Sergipe está fazendo com que 60% dos chamados deixem de ser atendidos por causa das viaturas paradas. Apenas 29 dos 58 veículos disponíveis em todo Estado estão sendo colocados em serviço, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo a Superintendência do SAMU, as unidades de suporte básico realizaram 846 saídas entre 6 e 12 de agosto, número que caiu para 322 após o início da greve,  entre os dias 13 e 19.

Na manhã de domingo, o gari Josafá Oliveira presenciou a morte de dois irmãos e culpou a demora na chegada das ambulâncias. Os irmãos estavam em um carro que bateu de frente com um caminhão na BR-101, próximo ao município de Maruim (SE). Sobreviveram ao acidente, mas não ao tempo levado para o resgate, disse Oliveira. “No momento que ligamos pra lá (SAMU), eles disseram: não temos carro aqui. Se eles viessem,  esse e esse estariam vivos”, lamentou, apontando para os corpos dos irmãos no chão.

Parados há dez dias, os motoristas afirmam que não recebem reajuste salarial há nove anos. Segundo a Secretaria de Saúde de Sergipe, o reajuste é anual, repondo ao menos a inflação.  A pasta informa que o aumento deste ano nos salários e gratificações já foi concedido e representou ganho real – acima da inflação. De acordo com a secretaria,  os grevistas estão pedindo 300% de aumento, o que é considerado “inviável”.

Diante da falta de ambulâncias,  a procuradoria jurídica da Fundação Hospitalar de Saúde informou que tenta na Justiça elevar o  porcentual de veículos usados durante a greve de 50% para 64%.

Nossa opinião:

Nossos parlamentares tem que ter a coragem de elaborar Lei de âmbito Nacional para regular a greve de servidores públicos, pois a população não pode ficar à mercê da omissão governamental no que se refere as negociações salariais de categorias de carreias públicas. Como cidadão e profissional do direito me sinto ultrajado, pela falta de consciência e compromisso profissional dos servidores públicos mais radicais, que param simplesmente de fornecer o serviço. Pois o objetivo de ser das funções e cargos públicos é servir ao público, e não lucro.

Em alguns países que conhecemos, ficar sem o serviço público pelo qual pagamos através dos impostos, no caso de nosso País, uma elevadíssima carga tributária, geraria no mínimo uma revolução social e política. Lembre-se meus amigos, direito tem, quem respeita o direito que tem.

Cordial abraço e até a próxima !!!

Anúncios