Em vigília na porta do Instituto Goiano de Pediatria (Igope), no Parque Amazônia, a família do garoto comemorou a melhora do quadro clínico que passou de gravíssimo para grave, segundo o último boletim médico.

Em depoimento ao UOL, a mãe da criança disse que o foco dos familiares e amigos está na recuperação da criança. “O que aconteceu com ele poderia ter acontecido comigo e com qualquer outro. Foi uma fatalidade. Antes de o Isaque ser meu ele é de Deus. Foi Deus quem permitiu que eu o gerasse, e ele sabe o que é melhor. Se for da vontade de Deus ele voltará”, disse a mãe, ao reforçar que a fé é que salva e é o que a sustenta.

Em oração constante na porta do hospital, Nivian e o marido, Rodrigo Almeida Sousa, 29, disseram que a família está abalada, mas confiante na recuperação da criança. Segundo o pai, o filho caiu na piscina e ficou 15 minutos sem respirar.

Ele conta que o atendimento prestado por outro pai, que realizou os primeiros socorros no bebê quando o viu desacordado no local, foi fundamental para que o filho sobrevivesse. “A mão de Deus está operando. Desde a noite de ontem, o Isaque não teve mais convulsões, a diarreia cessou e a pressão se estabilizou.”

Sousa diz que agora a criança precisa ficar 48 horas sedada e sem estímulos, para que seja realizada, ao final desse período, uma tomografia para avaliar a lesão no cérebro. A criança continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e o próximo boletim médico será divulgado às 16 horas de hoje (terça).

O quadro clínico da outra criança, uma menina de um ano e nove meses, também apresentou melhoras. Segundo o boletim médico divulgado pelo Hospital da Criança, ela passou a respirar sem a ajuda de aparelhos, e o estado passou de grave para parcialmente grave.

O acidente

O afogamento das duas crianças – o menino Isaque, de dois anos, e a menina Andressa, de um ano e nove meses – aconteceu na manhã dessa segunda-feira, num berçário, no setor Serrinha, em Goiânia. A menina caiu primeiro na piscina. Ela foi retirada por uma monitora, que deu falta da criança e a encontrou durante o afogamento.

Assim que a criança foi retirada, o portão que liga o berçário à área da piscina permaneceu aberto, e Isaque foi o segundo a cair na piscina, onde permaneceu por 15 minutos. Ele foi socorrido por um pai de outro aluno que chegava ao local.

Segundo a investigação policial, a piscina é cercada, mas no desespero devido ao primeiro acidente, os funcionários se esqueceram de fechar o portão. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depai) apura em que situação ocorreu o acidente e se o berçário possui os documentos necessários para operar.

Na manhã de hoje, na porta do Igope, o pai do Isaque disse que ainda não entrou em contato com o berçário onde o filho ficava desde os quatro meses de idade. Segundo ele, a criança sempre foi bem cuidada no local.

Amiga da família de Isaque, Alice Martins disse que todos estão envolvidos na recuperação da criança e que o objetivo agora não é crucificar os donos do berçário. “Ninguém abre um berçário para prejudicar. O que aconteceu foi uma fatalidade, pedimos para que tudo seja apurado, mas que as pessoas não sejam instigadas ao ódio.”

FONTE: UOL NOTÍCIAS COTIDIANO

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